quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Um pequeno balanço

E aí gente, tudo bem?
Fim do ano chegando, meu blog esse ano com incríveis 2 posts, vamo enfiar mais um aqui pra ficar menos vergonhoso, vá. E quer coisa melhor pra encher linguiça do que um balanço?

Eu escrevi láaaa em fevereiro o que tava acontecendo na minha vida, que eu achava estar uma merda, mas não é que o universo pode surpreender? Depois disso a coisa desandou. Depois do meio do ano virou um inferno. Mas agora tá mais ou menos. Vamo lá:

- Chegou o inverno, minha sinusite atacou lindo por causa da natação e eu fui obrigada a dar uma parada. Então comecei a fazer aulas de dança/aeróbica/funcional, apaixonei e larguei a natação. O melhor é que a mensalidade cai R$ 70,00 por isso.

- Minha bisa morreu depois de ficar internada com pneumonia.

- Comecei a fazer terapia por conta da ansiedade, não dava mais pra adiar. O fato de eu abraçar problemas e comprar brigas das pessoas virou minha cabeça do avesso. A psicóloga me orientou a ir pro psiquiatra. Urgente.

- O irmão do marido ficou doente. Ele já era deficiente, pegou pneumonia (de novo) e infecção de urina e foram duas semanas internado na CTI até que ele finalmente melhorou pra voltar pro quarto e...morreu. E foi um choque porque não foi uma melhora repentina, a famosa "melhora da morte". Foi gradativa, saindo dos aparelhos aos poucos pra na noite anterior ao dia de voltar pro quarto pegar uma bactéria, ter infecção e morrer. Foi a primeira vez que eu perdi alguém de convívio direto. Foi uma dor dilacerante.

- Com isso tudo, Minha sogra ficou meio que dependente do marido. Já fez 2 meses e não muda. E como eu já devo ter dito aqui, eu não tenho o melhor relacionamento com ela, ela se mete muito no meu casamento e na minha vida e age como se a gente tivesse que incluí-la em tudo que faz.

- Minha vó caiu e bateu a cabeça na rua, não rachou por dó. Depois de um tempo caiu de novo, mas dessa vez quebrou o ombro. Tinha que operar. Mas ela não pode tomar anestesia porque tem um bactéria no coração e pode morrer. Deram um jeito e fizeram uma gambiarra colocando ferros pra ver se colava o osso e deram uma anestesia bem fraquinha que deu um efeito rebote tenso e quando ela voltou quase derrubou o hospital, de tão doida que tava. Fique feliz e aliviada, mas não por muito tempo. Agora o osso não cola porque além de tudo ela tem osteoporose, então talvez precise mesmo da cirurgia pra colocar uma prótese. Voltamos à preocupação.

- Meu cunhado mais novo encheu o cu de cachaça e enfiou o carro num rio. Não morreu porque Deus deve ter tirado ele pelo colarinho de dentro antes, porque o carro ficou igual um chiclete mastigado. Ele teria ficado igual. Mas só ficou ralado porque deve ter rolado pela pista. Mas pensa que isso mudou a mentalidade da pessoa? Não. Continua se achando o certo e acha que agora o marido tem que ser motorista dele.

- Fui pro psiquiatra e tá sendo muito bom. Já na segunda consulta regularam os meus remédios e eu tô me sentindo bem melhor. Dei um basta em muita coisa que me deixava mal, deixei de me preocupar com problemas dos outros e foquei em tratar o meu. E tá sendo ótimo. E de quebra uma vez por mês eu tenho uma tarde com mamãe, que faz questão de ir comigo, já que é em outra cidade, então a gente come coisinhas e passa um tempo juntas.

- Fiz um bujo. Fazia um tempo que eu me interessava e me apaixonei também. Agora quero comprar tudo que é caneta/canetinha/régua/caderno. Mas como não sou ryca, vou procurando promoções.

- Tirei duas folgas esse ano pra não fazer absolutamente nada. Eu sempre tirava folga pra fazer faxina, mas dessa vez não. Eu realmente tirei folga. Em uma eu fiz um monte de coisas, meditei, tomei sol, li um livro inteiro, coloquei em dia minhas séries. Na segunda eu praticamente dormi o dia todo. E foi muito bom também. Vou entrar de férias e tô até pensando se faço faxina ou se aproveito pra descansar.

E é isso. Foi um ano pesado. Mas teve lá seus momentos bons. Não vou dizer que estou 100% de novo, ainda precisa muito pra melhorar. Mas aos pouquinhos eu consigo. E claro, né, ainda falta 32 dias pro ano novo e nesse tempo pode acontecer muita coisa. Mas espero que o universo seja bonzinho com a gente e deixe que esse restinho de ano seja leve.

Update (12/12/2017 às 09:54): Pra fechar esse ano e dar um fôlego de alegria, descobri na semana passada que tô grávida. Pensa no tamanho da felicidade. Agora multiplica por 10. É como eu tô. E a família inteira. EU VOU SER MAMÃEEEEEE MINHA GENTE!

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

E-mail

Agora se vocês quiserem receber por e-mail minhas postagens tão (des)interessantes nesse blog (des)atualizadíssimo, é só colocar o endereço ali naquele quadrinho à direita.

Gratíssima.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Ultimas notícias desinteressantes sobre a minha vida

* Eu cheguei no meu maior peso da vida: 82 Kg. E pra alguém que mede 1,54, eu tô uma bola. Tô comendo bem pouco durante a semana. No fim de semana eu dou uma escorregada, mas nada que seja tão relevante. Mas a balança nem se mexe.

* Entrei na natação. Por um valor razoável eu tenho natação de segunda e quarta, funcional de terça e quinta e musculação todo dia. Por enquanto eu tô só na natação pra dar uma acostumada. Eu tava tão sedentária que às vezes eu sinto que meu coração vai pular da boca a cada ida e volta na piscina.

* Amar alguém é algo que exige uma paciência sem limites. Porque além de lidar com a pessoa amada, você tem que lidar com a família folgada dela. E na maioria das vezes você tem vontade de mandar todo mundo tomar no cu com vontade.

* Ando cada vez mais distante de religião. Continuo indo à missa por obrigação, e é a única coisa que faço por obrigação por pura preguiça de ter que debater com gente ignorante. E não quero ter que debater com gente ignorante porque não quero deixar marido triste com isso. O que nos faz voltar ao tópico anterior.

* Eu não sei se é depressão ou preguiça, só sei que só tenho vontade de ficar deitada. Dormir. Vou empurrando tudo com a barriga e deixado lá até que seja inevitável lidar. Eu queria arrumar outro emprego. Mas tenho tanta coisa por fazer atrasada nesse que precisaria de pelo menos 1 ano pra colocar tudo em ordem e sair com alguma dignidade. Notem que a minha preguiça de viver atingiu o trabalho, e isso não é bom.

* Eu queria ir a um psiquiatra. Mas eu abri mão do meu plano da Unimed pelo plano bosta da CPFL quando casei e ele não tem psiquiatra aqui na minha cidade. E eu não vou ficar viajando toda vez que tiver uma consulta.

* Eu tinha planos de engravidar esse ano, mas a moça que trabalha comigo engravidou primeiro. Ela tem um casamento ruim, vivia reclamando que o marido não dava atenção, mas cobrava um filho e a via como vaca reprodutora. Tinha desistido de tentar no fim do ano passado. Então eu disse que ia começar. Agora ela apareceu grávida. Tem confiança total que agora o casamento melhora.  Espero mesmo que melhore. E o meu ficou pro ano que vem, e olhe lá.

* Eu queria ter dinheiro pra viajar. Mas viajar pra bem longe e ficar uns 15 dias em outra realidade.

* Queria mudar de cidade também. Mas isso só aconteceria se marido fosse transferido pela empresa, e se isso acontecesse, correria um sério risco de ele querer levar a sogra junto. E DEUZOLIVRE.

É isso aí. Minha vida tá bem desinteressante, queria resetar se pudesse. Ou pelo menos voltar lá atrás, lá pelos 17 anos e tomar algumas decisões diferentes. Mas agora já foi. Quem sabe na próxima reencarnação eu nasça menos trouxa?

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

31 perguntas para quebrar um silêncio constrangedor

Peguei a lista do blog da Amanda, que pegou do blog da Ju.

1. Você gosta de coentro ou acha que tem gosto de sabonete? Odeio coentro. Não sei se tem gosto de sabonete, mas acho que ele predomina em qualquer coisa que coloquem e eu não sinto o gosto de mais nada.

2. O que você acha de áudios do WhatsApp? Até gosto, mas odeio muito comprido. Tenho preguiça. 

3. Você também comia o chocolate da Turma da Mônica pelas bordinhas? Sim!

4. Qual é a melhor consoante do alfabeto? Ah, C de comida iahuaahuahauauahuahuahu

5. Qual é a primeira rede social que você vê de manhã? Facebook.

6. Você acha que existe alguma bala melhor que 7 Belo? Acho difícil. Mas bala Chita chega bem pertinho.

7. Que cor você acha menos confiável? Sou lerda e não entendi o sentido da pergunta.

8. Qual foi o último filme que você viu e odiou? Muito difícil eu não gostar de um filme, mas uma vez vi um que chamada O Homem Mascarado e era ruim demais.

9. Qual animal parece mais simpático, um pato ou um golfinho? Golfinhos.

10. Toddy ou Nescau? Com leite, nenhum, mas pra receitas eu uso Toddy.

11. Você acha que bebês conversam uns com os outros? Não. Mas tentam e é muito fofo haah

12. Sabia que todo mundo é feito de poeira de estrelas? Sabia não, heim.

13. Ouro Branco ou Sonho de Valsa? Nenhum.

14. Qual era seu desenho favorito na infância? Pica Pau.

15. Que série você jamais reveria? Todas as que eu terminei, reveria sem dúvidas.

16. Qual personagem do Harry Potter você menos gosta? Dolores Umbridge.

17. Qual é sua opinião sobre barrinhas de cereal? É um trem que vc mastiga, mastiga, mastiga toda a vida e ainda tem que engolir um copo d'água pra fazer descer.

18. Com quem você dividiria um Bis? Com ninguém. Bis não se divide.

19. O que você faria se achasse R$ 50 na rua? Ia torrar em qualquer porcaria pra comer.

20. Quanto tempo uma comida precisa estar na geladeira para você considerar ela velha? Uns 3 dias.

21. Qual é seu número preferido? Não tenho exatamente.

22. Qual é o aplicativo mais inútil do seu celular? Hangouts

23. Quem você tiraria do elenco de “Friends” se fosse obrigado? Gunther.

24. Você é contra ou a favor de comer macarrão com arroz? Nãooooo!

25. Qual foi a última vez que você precisou usar a Fórmula de Bhaskara? Acho que no colegial.

26. Você acha que dá para morrer de overdose de rúcula? Claro que não!

27. Quanto tempo você levou para entender como funciona o Snapchat? Demorou porque não sabia como aplicar os filtros.

28. Qual é sua opção favorita no restaurante por quilo? Maionese. Não tem como passar reto.

29. Você gosta de “Sorry” do Justin Bieber? Ah, não faz diferença pra mim.

30. Você prefere passar muito frio ou muito calor? Frio. Odeio calor.

31. Você está dormindo e sobe uma barata na sua cara. Você prefere continuar dormindo e nunca saber ou acordar e fazer alguma coisa? Provavelmente eu nem vou notar.

terça-feira, 2 de agosto de 2016

Em abril os meninos da obra fizeram a compra de um material que veio errado, então fizeram a troca dele. Como já tinha gerado nota e boleto na primeira compra, e gerou tudo de novo quando trocou, avisei o fornecedor que eu precisaria de uma devolução da primeira nota ou carta de quitação e uma baixa do boleto dela. Cobrei isso por uma semana, todos os dias.
Como eu tinha mais o que fazer e a obrigação de consertar a cagada era deles, obviamente eu acabei esquecendo disso e passou. Quando foi fechar o imposto trimestral, a nota apareceu de novo e eu já nem lembrava o que era. Olhei os arquivos e lá fui eu cobrar de novo, ao que ela disse que tinha feito a nota naquela época, mas que como já tinha passado, ela precisava de um tempo para  procurar. Eu cobrei isso por 3 semanas, todos os dias.
Segunda feira veio um e-mail de cobrança. Do mesmo fornecedor. Um boleto vencido. De abril. ADIVINHA DE QUAL NOTA.
Pensa num sangue nozóio. Minha vontade era ligar lá e perguntar se tinha alguma paliassa aqui, porque não é possibru, minha gente. Mas mandei apenas todos os e-mails que eu tinha enviado antes cobrando a caralha da nota, e aí a lazarenta respondeu dizendo "Você pode me mandar a nota escaneada pra eu lembrar dela?". Mandei em seguida e, claro, só tive resposta à tarde com um  "Entendo, você teria a copia dessa nota( devolução) por favor.". Sentido non ecziste.
Respondi especificando DE NOVO tudo que eu quero e mandei com cópia pra Deus e o mundo e estou aguardando desde então. Fiquem ligadinhos.

sexta-feira, 22 de julho de 2016

* Cliente deposita o pagamento. Liga para o escritório e deixa recado para o patrão ligar pra ele. Aí o gerente do banco liga para o patrão avisando que caiu o crédito na conta. Qq patrão faz? Me liga, me pede para mandar o recibo por e-mail para o cliente, LIGAR para o cliente avisando, ligar de volta pra ele pra avisar que eu liguei para o cliente, para enfim ele ligar para o cliente. Aí eu vou pedir o telefone do cliente para a moça das vendas e ela fica querendo saber toda a história porque no mínimo ela tá pensando que eu quero vender alguma coisa pra ele e atravessar o caminho dela.

* Tem gente na sala do outro patrão. Ele me liga pra fazer café, mas eu tô no telefone com o cliente do depósito acima, então ele pede pra moça das vendas fazer. Eu termino a ligação e falo pra ela deixar que eu faço, já que normalmente sou eu que faço e ela não sabe nem a quantidade de pó que usa. Ela me olha como se eu dissesse que ela é incapaz, então eu largo mão e volto pra minha sala. QQ A FIA FAZ? Vem me perguntar se eu posso levar o café na sala. Eu digo que não, que tô ocupada. Ela volta pra cozinha e fica me chamando perguntando como arruma as coisas na bandeja. Por que diabo não me deixou fazer o café se é pra ficar perguntando?

sexta-feira, 1 de abril de 2016

Quando eu era criança, minha mãe me levava pra escola a pé, com meu irmão pequeno no carrinho.
Eram uns 10 quarteirões, eu com 6 anos e pernas curtas andando o que parecia 20 km pra mim.
Eis que um dia, voltando pra casa à tarde, vi uma moto parada em uma casa na esquina da faculdade, em cima da calçada e disse pra minha mãe que era a moto do meu pai. Ela disse que não, que tinham várias motos iguais e que aquela não era a dele.
Quando chegamos em casa, ficamos sabendo que ele tinha caído naquele cruzamento, pois estava chovendo, e que estava no hospital. Aquela era sim a moto dele.
Lembro que ele ficou um bom tempo com a perna engessada, e que pra mim aquilo era coisa de outro mundo.
Engraçado como a gente não esquece essas coisas, mesmo tendo acontecido há tanto tempo.
Muito tempo passou, obviamente, e por mais que eu passe pelo mesmo cruzamento todo santo dia, nunca, repito, NUNCA prestei atenção se aquela casa ainda estava lá. Quer dizer, eu sei que na outra esquina tem uma vidraçaria, na diagonal tem um restaurante, e a faculdade continua lá, mas eu nunca mais reparei na casa.
Hoje eu lembrei disso quando vinha pro trabalho, e resolvi que ia tentar prestar atenção (o que é quase impossível, já que eu me distraio fácil e corria o risco de passar sem ver de novo), e não é que ela tá lá ainda? De mesmo jeitinho, uma casa antiga, uma varandinha e portão pequeno, a mesma calçada onde ficou a moto do meu pai, em um cruzamento que mudou totalmente nos últimos 24 anos.
Por momentos como esse é que eu vejo como nós deixamos de prestar atenção em tantas coisas porque vivemos correndo. O dia voa, a gente voa e deixa de apreciar tudo que acontece no meio disso. Não que eu consiga mudar isso de uma hora pra outra, é impossível. Mas já fiquei feliz por ter tido esse milésimo de segundo pra ver aquela casa de novo. E talvez de agora pra frente eu vá lembrar dela todos os dias.
Moral do post? Não tem. Foi só uma divagação.